Minha Pretinha é uma figura.
Hoje, no segundo dia de aula dela, percebi algo... Na verdade, ampliei um conhecimento que já tinha.
Minha filha é muito carinhosa e comunicativa, principalmente com outras crianças. Logo que conhece uma gosta de abraçá-la e beija-la.
Como pai já me vi muitas vezes na posição de alerta-lá sobre essa prática, algumas vezes pedindo para ela não fazer-lo, mas porque?
É interessante ver que quando somos crianças todos temos uma natureza, em sua grande maioria, boa. Sim, temos sentimentos egoístas nessa fase, mas em geral, somos bons, livres de preconceitos e traumas.
Mas as experiências do dia a dia vão nos deixando paranóicos, e passamos a enxergar maldade em tudo e em todos.
Não me entenda mal, não sou um um ultra otimista, mas vendo minha filha, e outras experiências, percebo que, na maioria das vezes, o mal está no meu julgamento, não no comportamento dela.
Ontem mesmo, no seu primeiro dia de aula, todas as mães e responsáveis ficaram espantados com o vocabulário dela e seu nível de comunicação e inteligência, para uma criança de sua idade. Para mim, ouvir essas observações de terceiros se tornou normal.
Não pense que a Agnes tem um comportamento perfeito, não tem. Mas, sim, ela é diferente, no bom sentido, nesse quesito em grande parte das ocasiões.
Isso é fruto da convivência familiar.
Tento sempre me policiar para que um bom aspecto de seu comportamento natural não seja mudado pelas minhas experiência negativas projetadas nela, em algum momento. É isso é extremamente difícil...
Somos o que vivemos, todas nossa experiências do passado, boas ou não, formaram o que somos no presente. Mas precisamos estar atentos para que experiências que não foram tão boas comprometam nosso futuro e dos nossos filhos.
Sou cristão, não gosto de me autodenominar evangélico por uma série de questões que não cabem nesse blog... Se quiser me acompanhem em www.pr.rodrigomatias.blogspot.com lá me aprofundo mais nisso. No entanto, essa minha formação molda minha forma de ver o mundo. Assim como minha faculdade, e outras formações, moldam minha atuação profissional.
O fato é que os pais são a forma dos filhos, pois que se queira negar isso. Até mesmo quando um filho se revolta contra a formação dada por seus pais, isso, na verdade, é a tentativa de sair de uma forma... Mas ela existe.
Crianças são como esponjas, absorvem tudo ao seu redor. É essa constante certeza que faz com que eu queira que o melhor seja "absorvido" por minha filha, e isso começa com meu comportamento.
Não importa com ruim seja ao redor de uma criança, se a principal referência dela for boa é isso que ela vai ser, e o contrário também é verdade...
Nessa nova experiência, eu pelo menos, tento fazer com que a Agnes possa ter suas próprias vivências. É meu papel protegê-la e direcionar o melhor caminho, e tento fazer isso contando não somente com experiência de terceiros e conhecimentos diversos, mas buscando algo superior, do Alto.
Até a próxima...




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