Diário de pai
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Os medos da criança
Sua criança tem medo? Não se preocupe, isso é normal.
Minha filha tem um temperamento sanguíneo "hemorrágico" ( em futuras postagens falo sobre os 04 tipos de temperamentos), mas como todo criança em desenvolvimento tem seus medo.
O problema não é ter medo, mas nossa reação a ele.
A criança precisa se sentir amparada quando esse sentimento vem à tona. Veja aqui quais são os temores mais comuns a cada fase e saiba com ajudar sua criança a lidar com eles*:
ATÉ 7 MESES - De barulhos inesperados e luzes fortes.
- Para ajudar: evite expor a criança a qualquer estímulo intenso. Se não for possível, faça de maneira suave e verifique como ela reage.
DE 7 MESES A 1 ANO E MEIO - De pessoas, ambientes e objetos novos; de perder os pais, pois acham que pessoas desaparecem quando não estão ao alcance de seus olhos.
- Para ajudar: o pai, a mãe ou o cuidador devem estar presentes quando o bebê for exposto a situações novas.
DE 1 ANO E MEIO A 3 ANOS - Do escuro, de pessoas com máscaras ou fantasias, de ficar sozinho.
- Para ajudar: ao encontrar alguém fantasiado, aproxime-se devagar e mostre que é apenas uma roupa diferente. Se ele não gostar, não force.
DE 3 A 5 ANOS - De monstros, fantasmas, da escuridão, de animais, chuva, trovão, de se perder.
- Para ajudar: respeite a criança, permitindo que se expresse, e explique que nada lhe acontecerá de mal. Quanto ao medo de se perder, faça-a decorar o nome inteiro e o telefone de casa e a ensine a pedir ajuda. Ela se sentirá mais segura.
A PARTIR DOS 5 ANOS - De ser deixado na escola, de bandido, de personagens de terror.
- Para ajudar: insegurança melhora com diálogo. Se o medo for de bandido, reforce, por exemplo, a importância de ficar perto de adultos conhecidos. Para a criança se sentir segura, diga que alguém sempre estará cuidando dela na escola.
A PARTIR DOS 6 ANOS - Da própria morte e da dos pais, pois já a entende como algo irreversível; de ser criticado.
- Para ajudar: se houver perguntas sobre morte, não invente histórias absurdas, diga a verdade de forma delicada. E quanto às críticas: explique que elas nos ajudam a melhorar.
*Fontes: Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo, Graziela Zlotnik Chehaibar, psicóloga e terapeuta familiar de São Paulo (SP) e pesquisadora na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Contos da Agnes - Primeiro choro na escola
Como a ossificação compreende várias etapas, costuma ser um processo lento e complexo. A primeira fase consiste na formação do molde cartilagíneo de cada osso e do seu revestimento bastante resistente, denominado pericôndrio. A partir deste revestimento, existem células cartilagíneas activas, denominadas condroblastos, que ao ocuparem o interior da substância produzem uma substância amorfa, sobre a qual os elementos minerais irão ser depositados. A última fase decorre a partir da morte dos condroblastos já maduros, ou condrócitos, mais precisamente depois de estes ficarem presos no meio de uma massa que não lhes permite a sua nutrição. É então que as células ósseas activas, os osteoblastos, penetram através do revestimento exterior para o seu interior, com o objectivo de constituírem centros de ossificação a partir dos quais o osso vai sendo formado. Embora os primeiros núcleos de ossificação apareçam durante a vida intra-uterina, na infância existem outros novos que ao aparecerem vão progressivamente substituindo a cartilagem, o que permite ao osso crescer em espessura e em comprimento até atingir a sua forma definitiva. Consequentemente, os ossos apenas estão formados por completo quando toda a cartilagem for substituída por osso, o que acontece ao longo da infância.
Os ossos longos aumentam de comprimento graças à existência de cartilagens de conjugação. Trata-se de zonas muito activas, onde apenas existe cartilagem, a partir das quais se vai formando um novo osso. As zonas de transição entre o osso já formado e a cartilagem são denominadas de metáfises. A influência das hormonas produzidas durante a puberdade faz com que as cartilagens de conjugação sofram um processo de ossificação, o que provoca a paragem do desenvolvimento dos ossos longos. O fim da puberdade determina o tamanho definitivo do indivíduo.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Não pergunte: como foi na escola hoje?
Eu sei, você é uma pessoa legal, quer puxar conversa. E acredito que esteja, genuinamente, curioso(a) para saber como foi o dia da criança na escola.
Mas nós sabemos o que acontece depois. Quer apostar como eu sei?
“Foi tudo bem”.
"Bom"
Ou, “legal”.
Uma vez eu até ouvi um “an-hã”, o que prova que a pergunta nem sequer entrou pelo ouvido.
Simplesmente não funciona. Bate-e-volta.
Mas como esse momento é uma das poucas oportunidades de uns minutinhos de papo e também uma chance de acompanhar a rotina na escola, aqui vão algumas alternativas para você usar no lugar do CFNEH?
#1. Qual foi a coisa mais legal* que aconteceu hoje na escola? (*bizarra, *chata, *barulhenta, *etc)
#2. Conta aí uma coisa que fez você dar risada hoje.
#3. Se você pudesse escolher, quem você colocava sentado ao seu lado? Por que? (ou jamais colocaria do seu lado?)
#4. Qual é o lugar mais descolado da escola?
#5. Qual foi a maior absurdice que você ouviu alguém falando hoje? (sim, pode inventar umas palavras)
#6. Se eu encontrasse com a sua professora no supermercado e perguntasse sobre você, o que será que ela ia dizer?
#7. Você ajudou alguém hoje?
#8. Se a gente fosse fazer um video dos Vingadores na sua classe, quem a gente colocava como o Hulk? (e vai mudando o personagem)
#9. Me ensina alguma coisa que te ensinaram hoje? ( e vai dando de burrão, vai falando “como assim?”, “que demais! Me explica melhor vai”, etc)
(essa sempre foi minha preferida. Acho que até hoje meu filho me acha o maior ignorante do mundo)
#10. Qual foi a parte mais bacana do dia, que você ficou mais feliz?
#11. Teve alguma hora que você virou uma gelatina de tanto tédio?
#12. Se aparecesse um disco voador para sequestrar alguém, pra quem você apontava?
#13. Com quem você gostaria de brincar no recreio mas nunca brincou?
#14. Me conta uma coisa bem bem boa que aconteceu hoje.
#15. Qual você acha que é a palavra preferida da sua professora? Uma que ela vive falando?
#16. Se você ganhasse a escola de presente e virasse o dono de tudo, o que você faria?
#17. E o que você ia cancelar do que tem hoje? tem alguma coisa?
#18. Quem é a pessoa mais engraçada da sua classe? Me conta uma palhaçada que ela fez hoje.
#19. Se você fosse convidado para ser o professor amanhã, durante o dia inteiro, o que você faria?
#20. De todos os que estão lá dentro do seu estojo, quem é que trabalha mais? Por quê?
Enfim, não é nada científico, nem nada assim. É só uma dica bem prática para conseguir conversar e ao mesmo tempo acompanhar a rotina dos pequenos. O truque é fazer perguntas disfarçadas, cheias de fantasias e chegando pelas beiradas. Na verdade, quanto menos perguntar melhor, só comece o assunto e pronto. Nunca um tiro direto como o “CFNEH?”, porque elas percebem que você tá xeretando, desde pequenininhas. E te colocam pra correr com um “foi legal” e pumba, acabou sua chance de conversar sobre a escola. Você coloca um disco voador na pergunta e ela acaba respondendo muito mais do que você imagina (preste atenção nas entre-linhas das respostas).
O confinamento forçado dentro do carro ou uma caminhada é uma benção. Aproveite-o com sabedoria.
Ajude outros adultos: mande mais sugestões de perguntas aí pelos comentários. A técnica funciona por uns bons anos, mas a abordagem vai precisar evoluir e ficar bem mais sutil e inteligente.











